Universidade: cemitério de cristãos?

fé versus razão

 

Saudações com a paz do Senhor aos meus queridos leitores! De antemão, peço perdão pela demora na publicação de novos artigos. Confesso que tive certa dificuldade em selecionar temas relevantes para nossas discussões. Agora, graças a Deus, novas propostas de reflexão estão “no forno”. Isto posto, prossigamos. O título deste artigo é uma sugestão de Maria Alice Lins, uma irmã em Cristo e amiga muito querida, que neste momento se prepara para estudar Letras na UFPB. Obrigado, Maria, por contribuir com o Pena & Brasa.


 

Com o advento do Iluminismo no século XVII, o Ocidente reorientou sua abordagem da realidade, questionando a supremacia dos dogmas religiosos difundidos na Idade Média em favor do culto à racionalidade e às ciências naturais.

A filosofia iluminista foi uma resposta ao sistema político-religioso da Europa medieval, cenário em que a figura do rei era divinizada e a autoridade da Igreja Católica, considerada inquestionável. Assim, os pensadores iluministas propuseram a transição do teocentrismo (lit. “Deus no centro de tudo”) para o antropocentrismo (lit. “O homem no centro de tudo”), no afã de conceder aos indivíduos “liberdade, igualdade e fraternidade”, princípios que viabilizaram a Revolução Francesa (1789-?) e representaram a rejeição aos regimes absolutistas da época.

Passados mais de três séculos desde o surgimento do Iluminismo, a questão do diálogo entre fé e ciência ainda gera calorosos debates na academia, nas igrejas, na mídia ou mesmo em conversas informais entre amigos. Dia após dia, universitários cristãos são bombardeados com inúmeras dúvidas de ordem moral e cultural acerca de suas convicções religiosas. Esta reflexão me toca diretamente, visto que eu já enfrentei fortes abalos na minha fé enquanto cursava Administração e no início da graduação em Relações Internacionais. Desta forma, elencarei conselhos práticos aos universitários cristãos, a fim de que mantenham viva sua fé no espaço acadêmico.

I – Conheça sua fé 

Grande parte das dúvidas sobre a cosmovisão cristã se deve, pura e simplesmente, à preguiça intelectual. Em meus vinte anos, conheci poucos céticos que têm uma noção mínima do Cristianismo, perfil não muito distante da realidade de muitos cristãos que conheço. Pasmem!

PAUSA. “Você tem certeza que vai colocar no mesmo barco incrédulos e milhares de pessoas que frequentam a igreja semanalmente?”, alguém pode me perguntar, perplexo.

Minha resposta é um sonoro “SIM”, e posso explicar.

Quantos sabem responder com precisão o que significa a expressão: “Cristo é 100% homem e 100% Deus”? Quem pode definir a doutrina da justificação pela fé? E a salvação pela graça? E a inspiração das Escrituras? Nascimento virginal de Cristo, alguém?

Pois bem, acabo de citar apenas cinco das várias doutrinas que compõem a espinha dorsal do Cristianismo. Tais doutrinas têm sido ignoradas, parcial ou totalmente, por ateus, agnósticos, relativistas, naturalistas e, incrivelmente, grande parte dos cristãos nominais.

A segunda carta de Paulo a Timóteo, redigida em tom de despedida, é iniciada com um exaustivo e fervoroso conselho de um mestre a seu discípulo, a fim de que Timóteo mantivesse viva a fé que havia sido fortalecida por seu tutor espiritual. Uma vez reafirmando seu apostolado (II Tm 1.11), Paulo declarou que não se envergonhava de sofrer por seu chamado, pois sabia em quem cria (v.12). Assim como Paulo, para o cristão manter viva sua fé, antes precisa saber EM QUEM crê, isto é, ter a plena convicção da fé que abraçou e estar disposto a “estar com Cristo, onde a luta se travar”¹.

“[…] Porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.”
2 Timóteo 1:12

 

II – Estude outras cosmovisões, religiões e filosofias

Além de propiciar a produção intelectual, na minha opinião, o campus universitário é um dos maiores “caldeirões culturais” da pós-modernidade. Minha experiência na faculdade me tornou sensível a uma interpessoalidade muito mais complexa que o alvoroço adolescente cercado pelos muros da escola.

Cabem mundos paralelos numa única universidade!

Todo este turbilhão cultural demanda uma disposição em conhecer novos pontos de vista e interagir com infinitas personalidades, o que impulsiona o grande desafio de manter a identidade cristã, a despeito de todas as objeções possíveis. Convém fazer uma distinção entre diálogo multicultural e relativismo: o universitário cristão precisa estar ciente do mundo de opiniões que está diante de si, porém, não deve titubear. A porta da salvação continua sendo estreita e Cristo continua sendo o caminho, a verdade e a vidaEm meio à confusão de vozes, Deus deseja levantar uma voz que convoque os homens ao arrependimento: a SUA!

Primeiro ponto: descubra sua identidade.

Segundo ponto: conheça outras identidades, sem contudo abrir mão da sua. 

“Eu discordo do que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de o continuar dizendo”

– Evelyn Beatrice Hall, verdadeira autora da citação atribuída a Voltaire.

 

III – Defenda sua fé

Chegamos ao conselho mais difícil de ser praticado, porém a consequência imediata dos conselhos anteriores. A saber, não se admite a verdade sem necessariamente rejeitar a mentira. Ou você está certo ou está errado!

Ps: Parece uma redundância, mas você vai precisar do último raciocínio.

“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.”
1 Pedro 3:15

A defesa da fé deve ser precedida de uma consagração total ao Senhor (“Santificai ao Senhor…”). Isto significa que, antes de dizermos abertamente que somos crentes no Senhor, devemos experimentar verdadeiramente o novo nascimento e permitir que o Espírito Santo nos santifique. Mansidão e temor são as virtudes exigidas para que o evangelho alcance os perdidos. Lembremos sempre: a verdade não necessita de agressividade para ser verificada. Se cremos, ela é a verdade. Se não cremos, ela permanece sendo a verdade. Universitário cristão, não negligencie o fruto do Espírito (Gl 5.22-23). A apresentação do evangelho aos opositores da fé é, antes de tudo, uma oportunidade para a conquista de musculatura espiritual.

 

Conclusão

Louvo a Deus pela oportunidade de estar no ensino superior. E mais, celebro Sua Grandeza, pois muitos amigos e familiares têm sido agraciados como fui. Minha oração pede que o nobre leitor seja um ganhador de almas por onde quer que vá. Que sejas luz! Que faças a diferença! Que sejas pregação viva do evangelho de Cristo!

A universidade pode ser um cemitério de cristãos ou escola de profetas. A apostasia e o avivamento estão diante de você. Firmeza, crente! Vigiai e orai!

Finalmente, deixo meu último conselho: ore pedindo oportunidades de apresentar a Palavra aos seus colegas de faculdade, encha-se do Espírito antes de defender sua fé, mas não esqueça de pregar com seu testemunho. Sua vida pregará, ainda que não fale!

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS:

1: Título original: “Dwelling in Beulah Land”. MILES, Charles Austin. Tradução: Paulo Leivas Macalão. Harpa Cristã, nº 212, CPAD. Todos os direitos reservados.

 

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A cruz nossa de cada dia

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Reprodução: Google Images

 

“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.”
Lucas 9:23

 

Você é um discípulo? O que significa “discipulado“? De quem você é discípulo?

Com estas três perguntas iniciais, você está convidado a embarcar comigo na busca pelo resgate do real sentido do discipulado cristão.

VOCÊ É UM DISCÍPULO?

Nosso primeiro desafio é tentar responder esta pergunta.

Segundo o Dicionário Vine (2002, p.569 ): “mathetes (μαθητμ΄ς). literalmente, “aprendiz” (derivado de manthanõ – “aprender” proveniente de uma raiz math-. que indica pensamento acompanhado por esforço),  […] denota “aquele que segue os ensinamentos de alguém”.

Na Grécia Clássica, um discípulo era um aprendiz de Filosofia que passava toda sua vida aos pés de um filósofo mais experiente. Um discípulo grego tinha em seu mestre o referencial de moralidade e caráter.

Em contrapartida, um discípulo de Cristo não é apenas um seguidor dos ensinamentos de Jesus, mas um nascido de novo. Aqui terminam as semelhanças entre um discípulo grego e um cristão: enquanto no primeiro caso temos um relacionamento mestre-aluno, em Cristo prevalece a relação Redentor-redimido.

É óbvio que o relacionamento do salvo com Jesus inclui aprender diretamente do Mestre os fundamentos da fé, contudo seguir a Cristo não nos torna meros aprendizes, mas participantes do Seu sofrimento (I Pe 4.13).

Sou professor de Escola Dominical e minha intenção não é menosprezar o papel do mestre, visto que menosprezaria a mim mesmo, mas ressaltar que o discipulado cristão envolve sacrifícios maiores. Envolve corpo, alma e espírito em consagração ao Senhor (I Ts 5.23). É mais que intelectual, é doação total!

O QUE É DISCIPULADO? 

Se você é membro de uma igreja local, certamente deve ter passado por um estudo das doutrinas cristãs antes do batismo. Este processo de aprendizagem pré-batismal é denominado em várias igrejas de discipulado. 

Como qualquer candidato ao batismo na Assembleia de Deus, passei pelo discipulado, e uma das primeiras lições que tive foi: “O que é discipulado?”. Desde então, nunca mais enxerguei a fé da mesma maneira. Embora nascido em lar cristão e de origens ligadas a uma família ministerial, confesso que meu maior despertamento espiritual se deu antes de descer as águas batismais (Assunto para outros posts).

Com a Bíblia e o manual do batismo abertos, um diácono nos dizia que o discipulado começa com a conversão, mas não termina no batismo. Antes, prossegue até a morte. A razão da composição deste artigo está no fato de muitos irmãos não se darem conta da continuidade do discipulado e, em todas as vezes que o termo é citado, associarem ao processo de estudos pré-batismais.

O discipulado nada mais é que a busca por viver para a glória de Deus. Ser discípulo é entender que, uma vez salvo, é necessário crescer em Cristo, amadurecer, alimentando-se primeiro do leite racional que são os rudimentos da fé (I Pe 2.2) até o alimento mais sólido, isto é, a profundidade do evangelho (Hb 5.14).

Temos vivido nos tempos do “evangelho extravagante”, dos excessos e do distanciamento da simplicidade cristã. A bem da verdade, atualmente, a moda é entreter, não tratar pecados. Em consequência do oba-oba da fé que temos visto, não é raro encontrar cristãos que vivem há anos na igreja, mas não amadureceram, como era o meu caso.

Não quero me lamentar por não ter compreendido estas verdades antes, mas glorificar ao Senhor por finalmente tê-las compreendido. O discipulado é aprender a ser moldado pelo Senhor. É crescer nEle, através dEle, para a glória do Nome dEle!

DE QUEM VOCÊ É DISCÍPULO?

Não é nenhuma novidade dizer que há um infinito número de personalidades imitadas pelas pessoas, desde um popstar, ao galã “hollywoodiano”, chegando (infelizmente) aos superpastores e hipercantores gospel.

Voltando ao oba-oba da fé, é incrível como buscamos nossas referências pessoais e quase nunca elas nos levam a Cristo. Se pregamos, lutamos para ser como o pastor X. Se cantamos, nossos melismas precisam ser iguais aos de nossos ídolos gospel teen. E, quando o assunto é perdoar, amar e sacrificar, encontramos rapidamente um trecho de uma canção, em detrimento das passagens bíblicas.

Até quando vamos tratar como vencedor o irmão paciente, se a longanimidade é fruto do Espírito e deveria ser cultivada por todo crente? (Gl 5.22-23)

Quando aprenderemos a amar nossos inimigos, lembrando que um dia fomos alvos deste amor, quando mortos em nossos pecados? (Mt 5.44; Rm 5.10)

Conclusão 

Precisamos voltar ao primeiro amor! É tempo de reconsiderarmos que tipo de crente temos sido, em quem temos nos espelhado: se no falível mortal ou no Senhor dos Senhores, Jesus Cristo. Que nosso discipulado seja sem a busca de autoglorificação, mas que troquemos os aplausos pela glória no Calvário!

EXTRA:

Não sou inimigo mortal da música gospel, mas acredito que é possível meditar no que ouvimos e viver estas verdades, sem necessariamente idolatrar seus arautos.

Ouça e se deleite com “Coração igual ao Teu” do Diante do Trono.

Referências:

[1] VINE, W.E; UNGER, Merril F.;WHITE Jr., William. Dicionário Vine: o significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. Tradução de Luís Aron de Macedo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Fariseu, eu?

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Fariseus, conhecidos perseguidores de Cristo. Reprodução/Google Images

Viver o evangelho é, sem dúvida, o maior desafio que alguém pode encarar. Em tempos de relativismo moral, apostasia e confusões doutrinárias, ser cristão é “matar um leão por dia.”

Engana-se quem pensa que a luta pela fé se dá dos templos para fora. Em não poucos casos, nossa maior peleja ocorre nos templos do Espírito, isto é, em nós mesmos.

Não ignoro a dificuldade de se defender valores como a família tradicional ou a suficiência das Escrituras nos dias atuais, contudo a proposta deste artigo é refletir mais sobre nós, deixando o que nos ameaça para outras discussões.

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Romanos 12:2, NVI

Nunca se viu um crescimento tão grande no número de evangélicos no mundo e, simultaneamente, de uma frieza espiritual tão intensa, como nesta geração. Em comparação aos tempos de meus pais e avós, nunca os seminários teológicos foram tão desejados por obreiros e leigos como hoje, e o zelo pela Palavra, por sua vez, desprezado.

Como resultado do crescimento – tímido, mas visível – do estudo teológico no Brasil, temos acesso a excelentes materiais de Teologia, disponibilizados até gratuitamente na Internet.

A pergunta é: se crescemos em número e paixão pelo conhecimento bíblico, por que nossos testemunhos pessoais não melhoram?

É duro admitir que nos assemelhamos bastante ao Farisaísmo, uma seita judaica contemporânea de Jesus que enfatizava tradições e costumes, mas não se esforçava para cumprir a essência da Lei: “a justiça, a misericórdia e a fé” (Mt 23.23).

Fariseus estavam em constante atrito com Jesus, pois a figura e os sermões do Mestre confrontavam sua falsa espiritualidade.

Fariseu, eu?

Seguindo em nossa analogia, consideremos três atitudes que nos fazem semelhantes aos fariseus e que precisam ser tratadas.

I – Muitos títulos e pouco ministério

Desde que “o mundo é mundo”, homens se digladiam por status e aplausos. No capítulo 23 do evangelho de Mateus, Jesus faz uma censura aberta à hipocrisia dos fariseus.

“Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus” (23.2, ARA). Segundo a Bíblia de Estudo Almeida (SBB), a cadeira de Moisés “refere-se a uma cadeira da sinagoga reservada ao mestre que ensinava a Lei de Moisés; […] significava, por extensão, a autoridade oficial em relação à interpretação oficial da Lei.” [1]

O texto em apreço e os versos subsequentes (vv. 3-7) deixam claro que a espiritualidade farisaica estava firmada em glória humana, em serem de chamados publicamente de mestres, o que Cristo combate a partir do verso 8, afirmando que o Reino dos Céus é feito de servos humildes, que toleram o anonimato, mas lutam para ser sal e luz (Mt 6.2-4; 5.13-14).

É lindo ver como os jovens enxergam a beleza da chamada ministerial, mas lamentável como poucos entendem a essência do ministério cristão: embora muitos, somos um só Corpo e membros uns dos outros (Rm 12.5). Jovem, se tens um chamado ministerial (que vai além do pastorado, conforme Ef. 4.11), não é pecado desejar atendê-lo (I Tm 3), mas não te esqueças: a beleza do Cristianismo não está em ser “super”, mas em ser SIMPLES, SANTO E SERVO! 

Se amássemos a Palavra tanto quanto brigamos para ser melhores pregadores que os outros, não haveria escândalos na igreja.

II – Reduzir o Reino de Deus a impérios pessoais

Basta mudar de canal na TV para ver o cumprimento literal das palavras proféticas de Paulo, em I Timóteo 4.1-2:

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência.”

Estamos na era dos teleapóstolos, superpastores e hiperprofetas! Entre o “Não julgueis” e o “Não toqueis no ungido”, seguidores dos hereges da última hora defendem com unhas e dentes aqueles que lhes enganam com uma verdade agradável, pouco desafiadora.

Entregando seus dízimos-amuleto aos lobos devoradores, no intento de barganhar as bênçãos de Deus, membros de certas “igrejas” (digo, seitas) não suportam a sã doutrina, sentindo coceira nos ouvidos quando provocados pela Palavra (II Tm 4.3).

Pastores, preparai-vos para a Vinda do Senhor! Virá o Mestre resgatar Sua Igreja. Tendes sido ministros fieis, que não buscam a construção de impérios pessoais, não vos fazendo negligentes para com o dom que há em vós? (I Tm 4.14)

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”
2 Timóteo 2:15

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.”
1 Timóteo 4:16

 

III – Viver de aparências

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.”
Mateus 23:27,28

Jesus não fazia rodeios para exortar. Pregadores, copiem o exemplo do Messias: doa a quem doer, não negociem a Verdade! O “politicamente correto” não combina com a prédica evangélica.

Um dos ais dirigidos aos fariseus se aplica perfeitamente à Igreja brasileira, mormente às denominações pentecostais clássicas e algumas neopentecostais. Sou membro da Assembleia de Deus, portanto me convém estar incluído neste ponto.

USOS E COSTUMES: polêmica no que deveria ser identidade

Cabe aqui analisar a problemática em dois aspectos: o bíblico-teológico e o sociológico. Como cristão e estudante de Relações Internacionais, segue meu ponto de vista:

a) Aspecto bíblico-teológico dos usos e costumes

A modéstia no vestir é bíblica (I Tm 2.9; I Co 6.20). Do mesmo modo que definir como pecadores os que se vestem diferente de mim, o fato de eu estar vestido de forma diferente não me faz pecador.

Alguém pode questionar: “Por que sobrecarregar as mulheres com os usos e costumes?”. Concordo. Não acredito que a advertência contra a sensualidade seja dirigida exclusivamente às mulheres, mas a todos quantos são templos do Espírito Santo (I Co 6.19).

No tocante à diferença entre algumas convenções assembleianas e outras denominações, apreciemos o aspecto sociológico dos usos e costumes.

b) Aspecto sociológico dos usos e costumes

O primeiro detalhe que precisamos compreender é que os usos e costumes não se resumem às saias e paletós usados pelos assembleianos. Críticas ao uso de piercings, tatuagens e à música secular, saudar com a Paz do Senhor, entre outras práticas, englobam outras igrejas, pentecostais ou não.

Segundo: usos e costumes revelam nossa identidade, não nossa personalidade. Não defendo os excessos, tais como o uso exclusivo de saias que toquem os calcanhares, muito menos dormir e acordar “empaletozado”. Contudo, é preciso saber que “roupa não define caráter, mas caráter define roupa.” (Autor desconhecido)

Terceiro: usos e costumes são diferentes de doutrina. Alguns irmãos em Cristo confundem costume com doutrina. Enquanto costumes são expressões humanas do Cristianismo, a centralidade da fé está na CRUZ DE CRISTO, não em aspectos secundários. O Reino de Deus é Imenso, cabemos todos dentro!

O mal do cristão moderno está em brigar pelo secundário enquanto o essencial é esquecido. Seja pentecostal (ou não), arminiano (ou não), use saia (ou não), concorde (ou não), mas não esqueça de preservar as virtudes cristãs!

[…] “Não, porém, para discutir opiniões.” […] “Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.” (Romanos 14.1,5)

 

Conclusão: 

Voltemos ao Evangelho! Deixemos o véu descosturado e entremos no Santo dos Santos de uma vez por todas (Hb 10. 19-20), aproximando-nos com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência (10.22). Ultrapassemos o legalismo farisaico e vivamos o evangelho da liberdade! (Gl 5.1)

 

 

 

Referências:

[1] Bíblia de Estudo Almeida. Barueri-SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2013. Página 1126, nota a.

[2] Cantor Thalles Roberto causa polêmica ao afirmar que está “acima da média” num show. Disponível em: https://musica.gospelprime.com.br/video-thalles-roberto-acima-da-media/ (Acesso em 26.02.16)

 

Eleitor cristão: a saga do cansaço

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Reprodução: Google Images

Consideração inicial: O presente artigo não é destinado a debates partidários, embora o articulista seja adepto da direita conservadora. Isso significa que o leitor não está diante da defesa de um presidente evangélico ou de um “mito” conservador.  

Quando ainda ocupava uma vaga no Ginásio Pernambucano, no Ensino Médio, minha primeira opção do vestibular era Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco.

Acompanhando minhas curiosas (e cômicas) publicações do Facebook daquela época, percebi, entre tantas coisas, que refiz muitos de meus pontos de vista, principalmente no tocante aos gostos musicais, temperamentos, escolhas políticas e até minha interpretação teológica (uma das razões da existência deste blog).

Anos e mudanças depois, resolvi comentar a atual conjuntura política do País, quebrando uma promessa que fiz a mim mesmo. Não, o blog não mudou de ênfase, mas acredito que, por se tratar de meu espaço de reflexões, os amigos leitores podem e merecem ouvir meu posicionamento sobre alguns temas.

CONSERVADORISMO POLÍTICO: PAUTA DE HOJE! 

Cansaço: minha reação aos comentários sobre política nas redes sociais (virtuais e reais). Sinto-me cansado por ver tanta incoerência no pensar político das terras verde-e-amarelas.

“Fico triste quando a juventude se declara apolítica”, dizia minha professora de Geografia da faculdade, Jeanete Viegas, dona de um humor incrível, diga-se de passagem.  Em resposta ao apelo da Sra. Viegas, passei a pensar em política de forma mais cautelosa e responsável.

Isto posto, prossigamos com nossa reflexão!

O QUE PENSO SOBRE OS POLÍTICOS EVANGÉLICOS

Está armado o octógono! De um lado, apelidados “carinhosamente” de fundamentalistas, eles: vereadores, prefeitos, deputados e senadores evangélicos e adeptos da ala conservadora. Do outro, militantes do “progresso cultural”: a equipe do “anti-fundamentalismo” (lobby LGBTT e seus pares).

Entre o eco dos gritos de Silas Malafaia, as respostas desaforadas do “Bolsomito” (como ficou conhecido o Deputado Federal Jair Messias Bolsonado do PP/RJ) e a oposição ferrenha do ex-BBB e defensor da causa gay Jean Wyllys, a sociedade brasileira acompanha “de camarote” o MMA político que domina o Brasil.

Sou cristão e adepto da direita conservadora, o que significa que não defendo a causa gay, o aborto e a legalização da maconha. Isso significa que a “bancada evangélica” é inquestionável? Não. Mesmo tendo eu eleito parte dela? Não. Estamos falando de humanos. Erramos sempre, jovem!

Os parlamentares evangélicos são frequentemente acusados de fundamentalismo religioso, uma comparação desonesta com os grupos radicais islâmicos. Em resposta a esta crítica da esquerda, façamos um flashback! Quando na presidência da Comissão de Direitos Humanos, o Pr. Marco Feliciano (PSC/SP, de quem divirjo teologicamente) foi acusado de ser intolerante religioso, homofóbico, racista, entre outras inúmeras críticas. Curiosamente, os defensores do “amor livre” invadiram cultos nos quais o pastor em apreço pregou, tentaram agredi-lo fisicamente, quando não estavam ocupados em depredar as congregações lideradas por ele, pondo em risco a integridade física dos membros daquelas igrejas.

Meu ponto é: se a esquerda leva seus valores ao debate, por que os evangélicos não podem defender os valores tradicionais? E, se a esquerda luta pelo respeito e tolerância, por que não honra sua “intelectualidade” e labuta dentro do Congresso Nacional, respeitando o templo alheio? Primeira incoerência: a esquerda pede respeito, mas de paus e pedras em punho. Não conheço uma igreja evangélica séria que defenda a agressão a homossexuais e adeptos de outras religiões. Esquerdistas, respeitem nossos templos! Amamos vocês, embora discordemos de vocês! Se vossa luta é pelos direitos humanos, ensinem ao Sr. Wyllys que “pegar em armas” não faz parte de uma boa luta.

 

O QUE PENSO SOBRE UM PRESIDENTE EVANGÉLICO

Sinceramente, não acredito que eleger um Presidente evangélico resolveria nossos problemas. Minha fé inclui a crença na depravação total do homem. Isto é, somos pecadores, transgressores em potencial. Ser corrupto, além de fazer parte da cultura do Brasil, é um pecado que muitos aprenderam a estimar. Criticamos um Presidente da Câmara que desvia dólares para a Suíça, mas adoramos furar fila, mentir, fofocar… Se isto não é corrupção, o que seria?

Acredito que o direito ao contraditório e à liberdade de expressão, além de garantias constitucionais, mantém o equilíbrio da democracia. Somos diferentes e jamais concordaremos em tudo. Como eleitor cristão, meu apelo é à honestidade! Irmão conservador, discorde, mas não agrida. Amigo esquerdista, discorde, mas não agrida.

Crendo que causei poucas (mas objetivas) provocações, que pensemos na forma em que estamos lutando por um país melhor. Seja em fé ou em ateísmo, em Nome de Jesus ou Marx, sejamos eleitores decentes!

 

 

 

 

O Deus sofredor (Parte I)

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Consideração inicial: Este texto é o resultado de um insight que tive após a leitura do debate “O problema do sofrimento” [1], no qual os estudiosos N. T. Wright e Bart Ehrman discutem sobre o clássico “problema do mal”, teologicamente chamado de teodiceia (o termo será explicado adiante). [Link do debate completo no fim do texto]

Prólogo feito, vamos ao texto!

Somos emotivos. Uns mais, outros menos, mas todos emotivos. Nossas emoções são nossas reações aos estímulos do mundo que nos cerca. Em termos práticos, sorrir, amar, chorar, odiar, criticar, e “outros etc” revelam que somos HUMANOS.

Sendo humanos e, portanto, igualmente capazes de sentir emoções, encaramos o mundo da mesma forma, correto? ERRADO. Dizemos no Nordeste que cada cabeça é um mundo. O fato de termos nossos próprios mundos apenas nos diferencia em caráter, temperamentos e personalidade. Em contrapartida, a realidade existente não depende de nossos “mundos”, mas é a verdade nua e crua. É o mundo externo, mundo maior, de todos! O texto de hoje nos trará uma profunda reflexão sobre nossos “mundos”, sobre o mundo em que vivemos e claro, sobre o Dono do mundo e do Universo!

Quero iniciar nossa meditação com a seguinte pergunta: Haveria alguma definição (vinda de um entre tantos “mundos”) para a palavra “SOFRIMENTO“?

[Caro leitor, sabendo que este texto está sendo postado no início de janeiro, duas coisas precisam ser ditas: para alguns, temáticas do tipo “Como ter um ano de sucesso financeiro” me renderiam mais visualizações; Estamos diante de 366 dias para repensar e refazer o que entendemos por seguir e servir a Cristo. A depender de sua urgência, opte pelo texto que o inspira mais.]

Mas o que é sofrimento? Por que sofremos? Deus se importa com nosso sofrimento?

Quase todas as pessoas que conheço, inclusive crianças, refletem ou já refletiram sobre a fome na África, guerras religiosas, entre outras chagas do planeta que têm como plano de fundo as perguntas acima. Teólogos definem este conjunto de perguntas como “teodiceia” ou “problema do mal” que, por sua vez, é sintetizado popularmente na pergunta: “Se Deus existe, por que existe o mal?”

Ateus e agnósticos, descontentes com as desigualdades sociais e os males desta era, têm utilizado esta pergunta ao longo dos séculos na tentativa de refutar a fé cristã, mas, como cristão que sou, ofereço a você, leitor, duas novas reflexões: “Se Deus não existe, por que existe o mal?” “A existência do mal impede a existência de Deus?”

[Não creio que poucas linhas esgotarão nossa reflexão, mas que estamos apenas no início de um processo de despertamento e renovação espiritual. Para dinamizar a leitura, este texto será dividido em duas partes.]

Prossigamos com algumas definições.

O que é sofrimento (ou mal)?

Segundo o Dicionário Michaelis Online, “mal” significa: sm (lat malu) 1 Tudo o que se opõe ao bem, tudo o que prejudica, fere ou incomoda, tudo o que se desvia do que é honesto e moral. 2 Calamidade, infortúnio, desgraça. 3 Dano ou prejuízo, na pessoa ou fazenda. 4 Qualquer estado mórbido impressionante, como a lepra, a raiva, a tuberculose etc. […] [2]

Embora o conceito de “mal” seja subjetivo na linguagem popular, a Teologia o utiliza de maneira mais pontual. Um dos argumentos para a existência de Deus é o argumento moral. Em resumo: se Deus não existe, não faz sentido utilizar os conceitos de bom ou mal (raciocínio empregado na primeira das duas provocações que lancei acima). Traduzindo, para que exista o mal, é necessário haver uma regra universal que diga o que é bom e o que é mal. Para que haja a tal regra,  é necessário que alguém a tenha criado (Que tal chamá-Lo de Deus?). Logo, se alguém afirma que o mal existe, mas não crê nesta regra (que leva a um consequente criador), temos uma contradição lógica.

RESUMO: 1) O mal existe /  2) Há uma regra universal que cria o conceito de mal / 3)  Logo, existe um criador para esta regra universal: Deus. 

Para saber mais sobre estes e outros argumentos a favor da existência de Deus, pesquise a obra dos filósofos William Lane Craig, Norman Geisler e Ravi Zacharias, na minha humilde opinião, os maiores apologistas da atualidade.

Por que sofremos? 

Utilizemos como ponto de partida a chaga da fome mundial. Biblicamente falando, Deus não tem culpa na morte das centenas de milhares de crianças famintas na África.

“A fome é falta de comida ou falta de Deus?” (Desconhecido)

O relato da Criação revela que antes de haver qualquer habitante na Terra, Deus providenciou um planeta habitável, incluindo todos os recursos necessários à sobrevivência (Gn 1.3,6,9, 11, 14, 20, 24). Estando o cenário pronto para o início da história, num ato gracioso, o Senhor cria – não segundo a Palavra, mas com Suas próprias mãos – do pó da terra, o homem, “conforme Sua semelhança” (Gn 1.26, NVI).

 Estejamos atentos ao seguinte detalhe: a Terra foi povoada inicialmente por um único casal. Apenas dois indivíduos e um planeta inteiro de bens essenciais à vida. Um casal e milhares de milhares de litros de água, e milhares de milhares de quilos de alimentos, e milhares de milhares de quilômetros de terra agricultáveis. Assim, a humanidade antecede a fome, jamais o contrário.

Surge-nos outra dúvida, que muito mais é um protesto: Se o mundo está tão cheio de boas intenções, por que ainda existe a fome? Nobre leitor, está mais que provado que, para que crianças morram desnutridas no continente-mãe, o que está em jogo não é a existência de Deus, mas a (in)existência de sensibilização mundial quanto a esta problemática. Conscientize-se! Não desperdice alimentos. Seja grato pelo pão de cada dia, pois há muitos que desejariam uma migalha do que comes, migalha esta negada pelo egoísmo humano.

RESUMO: 1) Deus disponibilizou o alimento necessário para todos; 2/ O homem restringe o acesso dos demais aos alimentos disponíveis; 3) Logo, Deus não é o causador da fome, mas o homem.

Continua… __________________________________________________

Referências:

[1] O PROBLEMA DO SOFRIMENTO: UM DEBATE ENTRE BART EHRMAN E N. T. WRIGHT (Beliefnet, 2008. Trad. Eliel Vieira). Disponível em:  http://www.arminianismo.com/index.php/categorias/diversos/debates/391-n-t-wright-x-bart-ehrman-o-problema-do-sofrimento

[2] Dicionário Michaelis Online. Disponível em:  http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/

Encolhendo para a glória de Deus! [TEXTO DE ESTREIA DO BLOG]

 

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Reprodução / Google Images

 

“É necessário que ele cresça e que eu diminua.”

João 3:30, Nova Versão Internacional

 

Dentre as tantas palavras que compõem o vocabulário cristão, encolher certamente não é o termo mais conhecido. Cantamos vitória, pregamos superação, ensinamos perseverança, mas, definitivamente, não costumamos utilizar este verbo enquanto estamos de Bíblias abertas.

A bem da verdade, a humildade é um valor que temos negligenciado. C. S. Lewis, apologista e criador de As Crônicas de Nárnia, nos brindou com a pérola: “Humildade não é pensar menos DE SI mesmo, mas pensar menos EM SI mesmo.” (Ênfase minha)

TCHARAM! Humildade é o tema desta nossa primeira prosa.

A humildade reina soberana nas letras dos funks, as mesmas letras carregadas do “efeito ostentação”. Humildade é clichê nas descrições que fazemos de nós mesmos nas redes sociais (virtuais e reais). Mas, TCHARAM! (Ok, este é o último, prometo) a humildade não tem sido nossa bandeira na caminhada com Cristo. Lembra da introdução do texto? Vitória, superação e perseverança são nossas palavrinhas de estimação, dando-nos a impressão de que o evangelho do “Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 9.23) significa ocupar pódios em tempo integral.

“Pois a boca fala do que está cheio o coração.”
Mateus 12:34, NVI

Se frases motivacionais são o segredo do sucesso dos CONFERENCISTAS INTERNACIONAIS (como superpregadores que já foram à Disney gostam de ser chamados), a música sacra – que em vários casos não se pode chamar de louvor – desfila sobre palcos de vingança e “indiretas gospel”. Misericórdia! A ostentação e os “beijinhos no ombro” também levam ao delírio multidões de cristãos, que gemem, rodopiam e até falam em línguas (línguas?) enquanto os “adoradores” (de quem ou do quê?) fazem os templos chacoalharem com suas canções que exaltam o homem e mandam recado para os inimigos (leia-se: pessoas que discordam de seus pontos de vista, na prática, quase sempre, outros crentes).

“Pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.”
Efésios 6:12, NVI

Até quando seremos bíblica e espiritualmente irresponsáveis, a ponto de compactuar com tanta superficialidade, tendo como justificativa o clássico (e herético): “O importante é que o evangelho está sendo pregado”?

Qual evangelho, caro jovem? Qual boa-nova temos transmitido? Voltemos com pressa aos pés do Cristo transformador! Se somos verdadeiramente humildes, que humildemente retornemos à posição de servos!

As Sagradas Escrituras revelam quão perto dos pés de Cristo João Batista estava. Embora o profeta do arrependimento e precursor do Messias fosse parente de Jesus (cf. Lc 1.36), jamais buscou glória para si, mas transferia a todo tempo a honra Àquele que vem do alto e que está acima de todos (Jo 3.31).

Quão diferente realidade esta que temos vivenciado nos dias atuais! O Cristo celebrado pela transformação que operou na vida dos santos, agora se resume a um mero trampolim para que os ditos cristãos se ponham em palcos, enquanto os “inimigos” observam, arrependidos, nas plateias.

Reitero, voltemos ao Evangelho! Foi na Cruz, foi na Cruz, onde um dia eu vi meus pecados castigados em Jesus…

Finalmente, minha oração hoje é para que nós, aqueles que se identificam como filhos, aprendamos a copiar o caráter amoroso de nosso Pai. Seguindo a genialidade de  Lewis, a humildade cristã não significa autopiedade ou mediocridade.  A humildade termina quando reconhecemos que a possuímos. Cristo nos pede honestidade. Que nos ponhamos em nosso lugar no Reino. Nosso serviço é amar e isso é tudo! Que canalizemos as energias que temos gasto nas indiretas que enviamos nas redes sociais para a busca do perdão. P-E-R-D-Ã-O! Perdão que, inclusive, evidencia outra marca do caráter Paterno em nós. Encolher, portanto, nobre leitor, é encarar o desafio diário de abandonar nossa síndrome de grandeza, de autossuficiência. Servos, não patrões. Filhos, não chefes. Irmãos, não concorrentes!

 

BÔNUS: Canção que sintetiza nossa prosa. Deigma Marques canta “Que Ele cresça”.

 

Paz do Senhor! Bem vindo oficialmente ao blog “Pena & Brasa”, meu espaço de reflexões. Espero que este texto e os vindouros provoquem em você, como têm provocado em mim, um profundo desejo de copiar o caráter de Cristo. Afinal, nosso “irmão mais velho”* é inspirador, não é? Acredito que Papai terá orgulho se O imitarmos.

Opine, compartilhe, indique o blog para amigos e irmãos em Cristo.

No amor do Irmão mais velho, Thiago.

 

* NOTA TEOLÓGICO-TEXTUAL: As aspas sugerem que não se entenda a expressão “irmão mais velho” literalmente. Haja vista Cristo ser tão Eterno quanto o Pai e o Espírito, Ele não tem idade!